quarta-feira, 19 de abril de 2017

A Importância da Convivência com Artistas

A privação do meio artístico é sem cor, sem vida. Isso me lembra uma matéria que li recentemente, onde as crianças que pintam e desenham desenvolvem percepção, emoção e inteligência bem mais rápido. Conclui-se que: se eu tivesse aprendido a desenhar quem sabe eu fosse menos babaca hoje.

Tenho colegas artistas, me orgulho muito.
Entrei recentemente num grupo de poesias – uma melhor que a outra – e tem sido muito fácil se inspirar. Essa convivência com as poesias de indivíduos "comuns" tem facilitado minhas escrituras tanto, sinto-me grata.

Se nas escolas a influência artística viesse desde cedo teríamos pessoas menos agressivas, quem sabe, mas não passivas a ponto de deixar a inteligência emocional de lado.


Deixo abaixo uma escritura dum colega:

Me arranhei na superfície áspera do teu amor
Me machuquei nos espinho que você me deixou
A tua falta dilacerou meu peito, como fera faminta com garras de rapina
O cheiro do teu corpo suado, ainda me desperta a noite quando estou sozinho no meu quarto
Mas desse mal não morri, fui maltratado e só cicatrizes na alma foi o meu saldo.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Bah

Bah. (não dá pra perceber ainda, porque essa é a segunda publicação, mas, sou péssima com títulos)
Essa é a única expressão que tenho pra minha vida agora.
Sou jovem, tem muita coisa acontecendo, o tempo todo, mas nada que me tire do comportamento blasé – queria que fosse um comportamento estoico, me pouparia de muito expressionismo.
É complicado ter que conviver com pessoas da minha idade, não que eu as despreze, só não consigo vê-las como seres "maduros" (não que eu seja), infelizmente,  nunca consegui me encaixar na massa ou conviver de forma sincera com pessoas da minha idade – talvez com ninguém –, sempre fui "diferente" e tudo que eu queria era ser mais uma, viver minha vida sem uma filosofia, sem uma reflexão e ser feliz.
Pensar demais é comportamento suicida.
Vejo as coisas acontecendo e não sinto necessidade de reagir, sempre me pergunto: pra quê?
Tão tal que não faço mais nada sem necessidade alguma e sinto falta.
Falta de agir por agir.
De falar por falar.
Mas é difícil viver por viver.
Não sei como fazer isso soar não-depressivo.



*Já falei na primeira postagem o porquê de eu usar Blog, mas a internet continua sendo perigoso e estou me expondo aqui, vou me expôr onde? prefiro falar com desconhecidos à falar com conhecidos.